Junho foi para mim o mês do desafio criativo. Um mês de me arriscar mais, de lidar com o perfeccionismo e de um cadinho de comprometimento. Estou participando desse ~maravilhoso~ curso de empreendedorismo criativo, o Decola!Lab, da Rafa Cappai e sua Espaçonave. Uma das propostas em certa altura do curso é um desafio de criatividade: 30 ideias em 30 dias, ou seja, comprometer-se a uma atividade artística/criativa por 30 dias divulgar nas suas redes utilizando a hashtag #30dias30dias. Com um porém – o desafio precisa de uma restrição pra fazer a gente espremer ainda mais a criatividade e utilizarmos o que temos “dentro da caixa”. A restrição podia ser de tempo, de utilizar apenas uma técnica, utilizar apenas uma ferramenta, enfim, à critério do freguês e contanto que ele cumprisse aquilo diariamente.

Minha proposta foi desenhar 30 mulheres em 30 dias, me limitando às cores preta e pink, e 30 frases para empoderamento feminino.  Me propus a esse desafio para forçar a desenhar a figura humana que, atém então, estava praticamente homenzinho-palito. E também me arriscar em movimentos corporais, roupas e etnias.

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O desafio terminou há quase um mês e o que ele me ensinou foi:

1- Um pouquinho de restrição dá é alívio.

Achei que a restrição ia dificultar muito meu processo, mas no fim foi um alívio não ter que me preocupar com cores, temática. É o tal do paradoxo da escolha…

2- Perfeccionismo is a bitch!

Teve dias que o desafio rolou suave. Eu acordava e idealizava o que queria e duas horas depois estava postado e cheiroso. Outros dias, mais difíceis, mais mal humorados, eu cheguei a rascunhar alguns desenhos e me frustrar até chegar no quase-ideal. A lição disso é que, depois de um tempo, fui postando o que rolava.

3- A gente perde a “vergoinha”.

Foi um parto postar o primeiro desenho e ver o que a galera ia achar, mas, uns dias depois, a vergonha passa. Não que o resultado tenha saído maravilhosamente bem, exponencialmente melhor dia a dia. Pretensão achar que as pessoas tem que achar sempre o pior – ou o melhor! – do que a gente faz.

4-Disciplinar-se dói mas é possível.

Você faz sofrendo nos primeiros dias, vai tolerando, persistindo, depois sai naturalmente. Sabe “O poder do hábito”? Então.

5-Desenhar é definitivamente uma habilidade.

Eu sou prova viva disso e, apesar de estar engatinhando no mundo da Ilustração, vi um pouco de progresso com a prática. Diária. Todo dia um pouquinho.

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Ilustração do dia #21. 

6- Empoderamento feminino foi o tema certo.

Sempre me considerei uma feminista, mas tinha receio de não estar demonstrando isso corretamente. Pesquisar 30 frases sobre feminismo e empoderamento feminino me possibilitou entender direito definições e pontos de vista de várias pensadoras feministas. Longe de saber tudo sobre o assunto, acho que muito ainda tem que ser dito sobre o feminismo para homens e – sim! – mulheres entenderem.

7-Dá um alívio quando termina, mas dá um vazio…

Terminar é bacana, não furei nenhum dia e me orgulhei disso. Aí me senti aliviada e com sentimento de realização. O dia seguinte ao término é que foi estranho…

8-Você se arrisca, mostra a carinha e as pessoas te reconhecem!

Isso talvez tenha sido o mais mágico e o que me deu mais vontade de persistir. As pessoas acompanham, reconhecem e dão suporte. Vocês são phoda!

9-O que não era nada pode até virar parceria e produto!

O que era pra ser apenas uma prática de desenho pode até virar parceria e produto na Loja da Cosmonauta. Estou maturando a ideia e logo em breve coisas rolarão :D.

Ah, existe um lema/mantra no Decola!Lab que é o Não-existe-estar-atrasado. Se você quiser deixar florescer seu lado criativo, dá pra participar do desafio a hora que você quiser! Tem até um grupo no Facebook pra compartilhar seu desafio e ver o desafio do pessoal.

Se quiser conferir meu singelo desafio, cola no meu Instagram!

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obrigada

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